Turbilhão de sensações.

Mãos geladas. Garganta seca. ‘Friozinhona barriga. Impotência. Paralisação

Eu não tenho uma concepção pré-definida sobre ele e nem sei se eu deveria ter. Não sei e nem quero expor as vantagens e as desvantagens comprovadas cientificamente de tê-lo e muito menos dar fórmulas mágicas e prontas de como superá-lo ou não senti-lo, até porque eu não sei como fazer isso. Eu não sei como mostrar que isso que tanto te/me assusta, pode nem ser real ou que não apresenta tanto perigo. Eu não sei se isso seria possível. O que eu sei muito bem é que ele nos/me limita, nos/me impede de voar, de viver novas experiências. Talvez isso já fosse motivo suficiente para tirá-lo da nossa vida. Mas será que temos esse poder? Alguns acham que esse sentimento reflete fraqueza, outros o consideram como uma forma de auto-proteção, sobrevivência, já que sentimos isso diante de uma ameaça real. Mas e quando a ameaça não existe? A gente inventa mesmo e então ela passa ser real. Em nosso mundo particular ela cria forma, uma forma feia, abstrata e difícil de definir e ao mesmo tempo torna-se tão relevante porque perturba e como perturba. Então a gente já não sabe mais discernir o real do imaginário. Na verdade eu nem sei o porquê, mas não queria senti-lo. Mas às vezes eu não consigo o que eu quero, na maioria das vezes eu nem sei o que eu quero. Talvez eu não o perca, porque não saiba viver sem ele, ou porque o fato de pensar em viver sem ele já o provoque.

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3 respostas para “Turbilhão de sensações.

  • Outro corajoso (ler-se "louco")

    “Paz sem voz não é paz, é medo. As vezes eu falo com a vida. As vezes é ela quem diz: ‘Qual a paz que eu não quero conservar,
    Prá tentar ser feliz?’ As grades do condomínio são prá trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que tá nessa prisão” (Marcelo Yuka).

    “O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia. Então erguemos muros que nos dão a garantia de que morreremos cheios de uma vida tão vazia. […] Os muros e as grades nos protegem de quase tudo, mas o quase tudo quase sempre é quase nada e nada nos protege de uma vida sem sentido” (Humberto Gessinger e Augusto Licks).

  • alice

    é realmente, o medo nos leva a tudo mesmo.
    :T

    o texto está lindo, clássico e misterioso.
    HAHAH.
    :*

  • do outro lado. « Mais que colorido.

    […] poderá gostar de: #Turbilhão de sensações. #Nem ‘PIF’. Nem ‘POF’. ‘PIF POF’. #Passagem do […]

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